Um dos principais momentos foi a palestra do doutor em Direito, Gustavo Ferreira, que trouxe uma analogia inovadora ao comparar o processo eleitoral a uma Copa do Mundo. Ferreira ressaltou a necessidade de atenção rigorosa aos detalhes legais, afirmando que, no Direito Eleitoral, as interpretações são menos flexíveis – semelhante ao uso do VAR no futebol, onde cada infração é minuciosamente analisada. Ele destacou que descuidos podem levar a sanções severas, como a inelegibilidade, citando um exemplo de um candidato sergipano que teve sua candidatura anulada devido a abusos de poder político.
Outro tema crucial abordado foi a participação de servidores públicos nas campanhas, onde Ferreira delineou a linha entre o exercício da cidadania e a utilização inadequada da estrutura administrativa. Os servidores devem seguir rígidas diretrizes ao se engajar em atividades políticas, garantindo que sua atuação não comprometa a integridade das instituições.
O evento também contou com a participação de outros especialistas, abordando tópicos relevantes como improbidade na gestão pública e aspectos do processo administrativo. Esta feira não apenas fomenta um rico debate técnico, mas também se estabelece como uma plataforma vital para a formação de gestores conscientes das suas responsabilidades e dos limites legais em tempos de pleito eleitoral.






