MUNICIPIOS – “Congresso Aprova PEC que Aumenta Repasse ao Fundo de Participação dos Municípios em Meio a Debate sobre Equilíbrio Fiscal”

No contexto atual da política nacional, o movimento municipalista brasileiro, encabeçado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), celebra um avanço significativo com a aprovação, nesta quinta-feira, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/2019. O texto, que visa implementar um adicional de 1% no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), foi chancelado na comissão especial da Câmara dos Deputados e agora segue para votação no plenário da Casa e, posteriormente, no Senado.

A proposta, defendida pelo deputado Arnaldo Jardim, altera os repasses da União, aumentando a transferência para Estados e Municípios de 50% para 53% em relação à arrecadação dos impostos sobre renda e produtos industrializados, além de incluir o imposto seletivo criado pela Reforma Tributária. Conforme a nova diretriz, quatro repasses extras do FPM serão realizados anualmente, sendo um deles em março, somando-se aos tradicionais repasses feitos em julho, setembro e dezembro. A PEC também estabelece a criação de fundos constitucionais direcionados, focando nas regiões Sul e Sudeste.

Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, enfatizou que a emenda é vital para equilibrar as finanças federativas e garantir a continuidade de políticas públicas, especialmente nas áreas de saúde e educação, que são predominantemente responsabilidade dos Municípios. Ele alertou que o cenário atual inclui diversas propostas que podem resultar em um impacto financeiro de até R$ 295 bilhões nas finanças municipais, uma preocupação que reforça a urgência dessa emenda.

Caso aprovado, o adicional será implementado de maneira escalonada: 0,5% em 2027 e mais 0,5% em 2028, com um impacto estimado de R$ 1 bilhão no primeiro ano, crescendo para R$ 6,4 bilhões no ano seguinte. O próximo passo crucial é a imediata inclusão da PEC na pauta de votações da Câmara, um movimento que a CNM busca intensificar na mobilização prevista para Brasília na próxima semana. Com a crescente pressão por parte dos gestores municipais, a expectativa é que os deputados reconheçam a relevância da proposta para a viabilidade financeira das cidades.

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