MUNICIPIOS – “CNM Alerta Municípios sobre Regularização no Sistema Nacional de Habitação e Desafios para Implementação do Plano Local de Interesse Social”

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou uma importante Nota Técnica que visa orientar as equipes municipais sobre as práticas de regularização no Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social (SNHIS), estabelecido pela Lei 11.124/2005. Apesar de 97,5% dos municípios já terem aderido ao sistema, apenas 26,2% estão regulares, ou seja, sem pendências em relação aos instrumentos exigidos. Essa situação levanta preocupações sobre a eficácia na gestão habitacional em diversas localidades.

Atualmente, existem três requisitos fundamentais para garantir a regularidade no SNHIS: a criação de um Fundo Municipal de Habitação, a formação de um Conselho Gestor desse fundo, e a elaboração de um Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS). A elaboração participativa desses instrumentos é crucial para desenvolver políticas habitacionais mais eficazes.

Dados recentes indicam que a maioria das pendências está concentrada em municípios com população de até 50 mil habitantes, principalmente nas regiões Nordeste e Sudeste. O PLHIS, que é essencial para coordenar as ações habitacionais, ainda não foi elaborado ou notificado por cerca da metade dessas cidades. A CNM enfatiza que a ausência de políticas habitacionais adaptadas à realidade local, juntamente com a falta de apoio contínuo por parte da União e dos Estados, tem dificultado a eficácia do sistema.

Para melhorar essa situação, a CNM tem promovido a ampliação dos prazos e o suporte técnico financeiro aos municípios. Graças a esforços da entidade, foi estabelecido um novo prazo de adequação que se estende até janeiro de 2027 para a regularização dos instrumentos exigidos, com a apresentação dos Relatórios Anuais de Gestão do Fundo prevista até abril de 2028. A regularização não só fortalece a gestão federativa da habitação, mas também é vital para evitar bloqueios na adesão a programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida.

Os gestores municipais são incentivados a verificar suas situações locais e iniciar os processos de adequação, ressaltando que a eficácia do sistema depende não só da criação dos instrumentos, mas de um comprometimento conjunto para fortalecer a gestão habitacional em todo o país.

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