MUNICIPIOS – Camaricultura em Alagoas gera R$ 5,3 milhões e transforma água salobra em oportunidade de sucesso para agricultores locais com apoio do Sebrae e FAO.

A aquicultura em Alagoas tem se transformado em um verdadeiro motor de desenvolvimento econômico, com a produção de camarões gerando um faturamento impressionante de R$ 5,3 milhões em apenas um ciclo. Regiões como Arapiraca, Coité do Noia, Igaci e Limoeiro de Anadia estão se beneficiando do uso inovador da água salobra, antes considerada improdutiva para a agricultura, que agora abastece os tanques de criação desse crustáceo.

O engenheiro de pesca Iury Amorim foi um dos pioneiros dessa iniciativa, adaptando um modelo de sucesso do Ceará e Rio Grande do Norte ao contexto alagoano após seu retorno de um mestrado em 2016. A partir de um único tanque, o projeto cresceu e, hoje, conta com 200 membros na Associação dos Criadores de Camarão de Alagoas (Accal), onde Iury atua como presidente e consultor do Sebrae. O impacto positivo da atividade é inegável, mostrando-se um verdadeiro laboratório de inovações na carcinicultura local.

Apesar dos desafios enfrentados, como a pandemia que afetou severamente a demanda e uma doença que quase dizimou os ciclos de produção, a resiliência do segmento é notável. Pesquisas e diagnósticos feitos pelo Programa de Cooperação Técnica (PCT) — uma parceria entre o Sebrae, a FAO e o Ministério da Pesca — têm apoiado a capacitação técnica de produtores, resultando em melhorias operacionais significativas.

O crescimento do setor se reflete na vida de pequenos agricultores, que agora veem novas oportunidades surgirem onde antes havia limitação. O Sebrae Alagoas destaca que a carcinicultura não apenas abre novos horizontes econômicos, mas também representa uma significativa mudança de paradigma para essas comunidades rurais, que antes dependiam de métodos tradicionais.

Além de oferecer suporte técnico e informações valiosas através das visitas de campo, o PCT envolveu uma análise criteriosa de 100 propriedades na região, promovendo um aprimoramento contínuo na aquicultura. Com um trabalho que promete continuar além do término do programa, a previsão é que a criação de camarões se consolide como uma atividade sustentável e promissora, impactando positivamente a realidade dessas comunidades alagoanas.

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