Residente na comunidade quilombola do Muquém, em União dos Palmares, Irineia expressou um profundo contentamento por estar de volta ao evento, que não visitava desde a inauguração do Centro de Convenções. Sua trajetória é marcada pela autoaprendizagem; nunca frequentou uma escola, mas desenvolveu seu talento ao longo dos anos. “O estudo que tive foi o que Deus me deu”, enfatizou a artista, refletindo sobre a rica herança cultural que preserva.
Eroína, que aprendeu a arte da cerâmica há apenas três anos, falou sobre como essa atividade revitalizou seu cotidiano, que antes era solitário. “Trabalhar com minha irmã trouxe um novo propósito para a minha vida”, compartilhou.
Os visitantes, como Ana Carla Silva, funcionária pública de Maceió, ficaram emocionados em ver a maestria de Irineia em ação. “Sou fã dela e foi realmente emocionante vê-la esculpindo de perto”, comentou. A importância de preservar a cultura quilombola e suas tradições foi ressaltada por Elza Messias, que chamou a atenção para a necessidade de transmitir esses valores às novas gerações.
A presença das artesãs no evento também foi elogiada por Erica Alves, moradora de Maceió, que destacou como a força e o talento locais tornam a feira ainda mais especial. A 13ª Feira dos Municípios Alagoanos é promovida pela Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), com o apoio de várias instituições, refletindo a riqueza cultural do estado e a valorização de suas tradições.
