Múmia de 1.600 anos revela fragmento da Ilíada em descoberta arqueológica surpreendente no Egito

Em uma descoberta histórica na antiga necrópole de Oxyrhynchus, atual El-Bahnasa, no Egito, arqueólogos desenterraram um fragmento inédito do poema épico “Ilíada”, de Homero, datado de aproximadamente 1.600 anos. O fragmento, que estava cuidadosamente guardado nos envoltórios de uma múmia da era romana, foi identificado como parte do “Catálogo dos Navios”, uma das seções que descreve as forças gregas que participaram da guerra de Troia, presente no segundo canto da obra homérica.

A escavação que levou a essa revelação foi conduzida por uma equipe hispano-egípcia da Universidade de Barcelona e do Instituto do Antigo Oriente Próximo. Durante o trabalho, os pesquisadores localizaram várias múmias e sarcófagos ornamentados, muitos dos quais apresentavam sinais de deterioração devido a saques realizados ao longo dos séculos. Dentro do complexo funerário, que compreende três câmaras feitas de calcário, os arqueólogos encontraram não apenas as múmias, mas também diversas decorações em suas bandagens, evidenciando as técnicas sofisticadas de mumificação utilizadas na época.

Além do fragmento de “Ilíada”, foi notável observar que algumas das múmias apresentavam línguas de ouro ou cobre, provavelmente inseridas em suas bocas como parte dos rituais funerários. A descoberta deste fragmento literário é sem precedentes, pois marca a primeira vez que um texto grego, especificamente uma obra literária, foi encontrado intencionalmente incluído em um processo de mumificação. Este achado não apenas ilumina aspectos culturais e rituais da Antiguidade, como também pode oferecer novas perspectivas sobre a intersecção entre a literatura e as práticas funerárias na civilização romana.

A relevância dessa descoberta é indiscutível, pois ela não só reforça a importância da literatura grega na história cultural do Egito, mas também contribui para o conhecimento sobre as práticas religiosas e sociais da época. Com isso, os arqueólogos esperam que esse achado desperte um novo interesse por outros locais de escavação e continue a desvendar os mistérios que envolvem a rica tapeçaria da história antiga.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo