Mulher transexual é brutalmente assassinada em Maceió: corpo encontrado em área de mata com sinais de violência e possíveis ligação com tráfico de drogas.

Uma tragédia envolvendo uma mulher transexual, conhecida pelo nome de “Manu”, chocou a região de Coqueiro Seco, no município de Maceió, Alagoas. Na última quarta-feira, um crime de brutalidade extrema veio à tona após o pai da vítima descobrir sua cabeça enquanto buscava por ela em uma área de mata local. O desaparecimento de Manu havia sido reportado no dia 7 de fevereiro, quando ela saiu de uma festa.

Após a localização da cabeça, o corpo foi encontrado a cerca de 200 metros de distância, em uma ribanceira, pelos Bombeiros, que realizaram a busca a pedido da família. O corpo foi subsequentemente encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames e identificação formal. Os primeiros laudos indicaram que a cabeça apresentava pelo menos seis lesões que parecem ser resultado de disparos de arma de fogo, indicando a possibilidade de assassinato premeditado.

Ao lado da cabeça encontrada, os investigadores descobriram uma faca, que foi apreendida para análise posterior. A polícia está trabalhando com a hipótese de que o crime possa ter ligação com atividades de tráfico de drogas, embora as investigações estejam em fase inicial e várias outras linhas de investigação possam ser exploradas.

A notícia gerou grande comoção na comunidade, refletindo sobre a vulnerabilidade enfrentada por pessoas da comunidade LGBTQIA+. Manu, até então, não possuía antecedentes criminais, o que intensifica o mistério que rodeia seu assassinato. A polícia se vê sob pressão para encontrar respostas e justiça para a vítima e sua família, que viveu momentos angustiosos na busca por informações.

Com a crescente onda de violência contra pessoas LGBTQIA+, muitos ativistas pedem atenção especial e ação enérgica por parte das autoridades para combater essa crescente onda de crimes. O caso de Manu é um triste lembrete da luta diária que muitos enfrentam por aceitação e segurança em suas próprias comunidades. As investigações continuam, e todos aguardam por respostas que possam trazer algum conforto à dor e à indignação causada por esse ato violento.

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