A investigação teve início quando familiares da vítima, uma mulher de 55 anos que depende do benefício assistencial do INSS conhecido como Loas, notaram que transações financeiras em sua conta estavam sendo realizadas sem seu consentimento. O benefício, destinado a pessoas com deficiência e idosos em situação de vulnerabilidade, é crucial para a manutenção da vida da mulher, que, além de enfrentar problemas de saúde mental, também faz uso de medicação controlada.
O relato da irmã da vítima, Marilene Vieira, evidencia a dificuldade financeira enfrentada pela família desde a pandemia, levando a mulher a acreditar que não estava recebendo regularmente seu benefício. Ao verificar as movimentações em sua conta bancária na agência do Itaú, os familiares encontraram diversas transferências a seu nome feitas por Simone, que é descrita como sobrinha.
O caso foi registrado no 49º Distrito Policial da região de São Mateus, onde foi apontado como crime consumado de estelionato, uma infração especialmente grave quando se trata de pessoas com deficiência mental. A polícia agora investiga não apenas as transferências e dívidas, mas também a contratação de créditos consignados vinculados ao benefício da vítima.
Até o momento, Simone da Silva permanece sob investigação e, apesar de não existir uma denúncia formal ou decisão judicial contra ela, as autoridades seguem coletando depoimentos e reúnem informações das instituições financeiras. O procedimento tem sido tratado com prioridade, dado a condição da vítima.
A sociedade observa atentamente os desdobramentos desse caso, que não apenas traz à tona questões sobre a vulnerabilidade das pessoas com problemas de saúde mental, mas também sobre a necessidade de proteção adicional para evitar que sejam alvos de fraudes e abusos. O processo segue em andamento, e aguarda-se o esclarecimento de todos os detalhes que cercam essa situação lamentável.







