Durante a manifestação, a mulher, que é prima de Fernando, foi arrastada por vários metros presa ao capô do carro que cruzou a área de bloqueio. Apesar do impacto, ela não se feriu gravemente. No entanto, o motorista do veículo não parou para prestar socorro e evadiu-se do local, gerando indignação entre os manifestantes.
O caso de Fernando da Silva Santos é cercado de controvérsias. De acordo com o boletim de ocorrência, durante uma festa de aniversário de um tio, um desentendimento resultou no acirramento da situação, que envolveu um homem armado com um facão. A presença do policial militar, que estava de folga e recentemente formado, culminou na ação que resultou na morte de Fernando, atingido por quatro tiros.
O policial alegou que viu Fernando armado na rua e, temendo por sua segurança, tomou a decisão de disparar. A versão apresentada contradiz a narrativa da família, que afirma que Fernando não estava portando qualquer tipo de arma no momento. Eles expressam um profundo clamor por justiça, questionando a legitimidade da alegação de legítima defesa apresentada pelo agente de segurança.
A situação gerou não apenas uma onda de protestos, mas também um amplo debate sobre a atuação policial e as ocorrências de violência em contextos de confronto. Os manifestantes, além de exigirem justiça para Fernando, buscam uma reflexão mais profunda sobre a relação entre a comunidade e as forças de segurança.
As repercussões deste episódio ainda estão se desdobrando, com um crescente apoio à causa e um apelo por mais responsabilidade e transparência por parte das autoridades.









