O atropelamento aconteceu no último domingo, 18 de janeiro. Uma médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi a primeira a avaliar a situação e, após essa análise, atestou a morte da vítima, o que levou à preparação para remoção do corpo ao Instituto Médico-Legal (IML). No entanto, enquanto Fernanda permanecia na pista, coberta com uma manta térmica, um segundo médico, que fazia parte da equipe da concessionária que administra a rodovia, notou que a jovem ainda apresentava movimentos respiratórios.
Imediatamente, esse profissional iniciou os procedimentos de reanimação e a vítima foi rapidamente transportada para o hospital, onde, após uma semana sob cuidados intensivos, respondeu positivamente a estímulos médicos, levando esperança a seus familiares e amigos. A recuperação de Fernanda é um testemunho da importância da vigilância em situações críticas, uma vez que foi a intervenção do segundo médico que efetivamente salvou sua vida.
Diante das circunstâncias chocantes do caso, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) instaurou uma sindicância para investigar a conduta da médica que declarou erroneamente a morte. É importante ressaltar que a profissional foi afastada de suas funções enquanto as investigações estão em andamento. Paralelamente, a Secretaria de Saúde de Bauru também está conduzindo uma sindicância administrativa para apurar as falhas no atendimento.
Essa situação levanta questionamentos sobre os protocolos de avaliação em casos de emergência e a responsabilidade dos profissionais de saúde. A expectativa é que ambos os processos investigativos ajudem a esclarecer o que ocorreu e a garantir que incidentes dessa natureza não se repitam no futuro. A recuperação de Fernanda, no entanto, se torna um símbolo de resiliência e a capacidade surpreendente do corpo humano em lutar pela vida.






