Ao todo, 18 dos 38 ministros deixarão suas pastas, seguindo o prazo legal de desincompatibilização, que exige a desocupação dos cargos até o dia 4 de abril. Essa manobra acontece em um contexto em que o presidente justificou que seus aliados terão “missões mais importantes” nos próximos meses, visando preparar melhor a estratégia para as eleições vindouras.
Embora algumas substituições sejam imediatas, como a saída do ministro da Casa Civil, Rui Costa, outras acontecerão gradualmente. Lula mencionou que pelo menos 14 ministros poderiam sair já na terça-feira, indicando uma reestruturação em sua equipe de governo.
Com essas alterações, muitos ministérios passarão a ser comandados por secretários executivos, implicando numa administração que pode ser percebida como menos exposta politicamente. Além disso, Lula pretende aproveitar essa remodelação para fazer ajustes políticos. No Ministério da Agricultura, por exemplo, a troca de Carlos Fávaro por André de Paula, atual ministro da Pesca, é vista como um gesto de aproximação com o PSD na Câmara.
O presidente ainda está testando novos quadros considerados promissores, como Bruno Moretti, que assumirá o Ministério do Planejamento no lugar de Simone Tebet, apontando para uma ascensão desse economista dentro do governo. A ministra Gleisi Hoffmann deixará o cargo de Relações Institucionais para correr atrás de uma vaga no Senado pelo Paraná, mas seu sucessor ainda não foi definido, mantendo em aberto a possibilidade de uma escolha que traga maior experiência política.
Essas movimentações indicam um momento de intensa reconfiguração no governo, à medida que Lula busca consolidar sua base e preparar sua candidatura enquanto enfrenta a pressão das eleições de 2026. Além dos já confirmados, outros nomes, como Márcio França, Luciana Santos e Wolney Queiroz, também estão na mira de possíveis saídas.






