Mudanças no Gabinete: Putin propõe saída de ministro da Defesa após cinco dias no poder, em meio à crise na Ucrânia.

Após cinco dias de seu quinto mandato como presidente da Rússia, Vladimir Putin anunciou mudanças significativas no Gabinete ministerial, com destaque para a saída do ministro da Defesa, Sergei Shoigu. A decisão vem em meio a críticas e desafetos acumulados desde o início da invasão da Ucrânia, e levanta questionamentos sobre os rumos do conflito entre os países.

A proposta de substituir Shoigu pelo vice-primeiro-ministro Andrey Belusov foi anunciada em mensagem ao Conselho da Federação, sinalizando a proximidade do indicado com Putin. Economista de carreira, Belusov já atuou como premier interino em 2020 e chefiou o Ministério de Desenvolvimento Econômico anteriormente. A aprovação dos novos nomes é esperada, considerando a maioria aliada a Putin no Parlamento.

A troca no comando da Defesa foi comemorada por alguns no governo russo, como Andrei Kartapolov, chefe do Comitê de Defesa da Duma, que declarou que a decisão era necessária devido à autoridade do presidente. Shoigu, por sua vez, sobreviveu a anos de questionamentos e até a uma insurreição fracassada liderada por Yevgeny Prigozhin, líder do Grupo Wagner. A milícia, sem laços oficiais com o governo russo, enfrentou conflitos internos com Shoigu, o que culminou em sua saída do Ministério.

Além da mudança na Defesa, Putin decidiu manter em seus cargos veteranos do governo, como o chanceler Sergei Lavrov e o chefe do FSB, Alexander Bortnikov. As alterações sinalizam uma reorganização no governo russo em meio aos conflitos na Ucrânia e às tensões com o Ocidente, reforçando a visão de que a Rússia está cercada por inimigos e precisa se manter em alerta constante.

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