Mariani enfatiza que a participação de estados dotados de arsenais nucleares em um processo multilateral de desarmamento é inviável, a não ser que as duas maiores potências nucleares, Rússia e Estados Unidos, demonstrem comprometimento real e efetivo. Para ele, a liderança desses países é fundamental. “Nenhum Estado assumirá compromissos sérios em um processo multilateral se as duas principais potências nucleares do mundo não derem um exemplo convincente e equilibrado”, destacou.
A incerteza em torno do futuro do desarmamento nuclear se intensifica à medida que se aproxima o fim de acordos históricos, como o tratado Novo START, que expirou recentemente. Esse tratado, que estabelecia limites sobre o número de ogivas nucleares e mísseis intercontinentais, foi um pilar da estabilidade estratégica durante a última década. Com o seu término, a urgência de um diálogo significativo e da construção de uma visão de longo prazo torna-se ainda mais evidente, segundo Mariani.
A instabilidade gerada pela ausência de novos acordos pode ter repercussões globais significativas, afetando não apenas as relações entre os grandes poderes, mas também influenciando a segurança internacional de forma mais ampla. A falta de um consenso pode levar a uma nova corrida armamentista, aprofundando divisões e desconfianças entre nações. O cenário atual exige não apenas negociação, mas também uma reavaliação das estratégias diplomáticas adotadas, reforçando a necessidade de um diálogo transparente.
A mensagem do eurodeputado francês é clara: o futuro da segurança global e do desarmamento nuclear depende da disposição das potências nucleares em agir de maneira colaborativa. A construção de um ambiente propício para negociações deve ser vista como uma prioridade, considerando as implicações potenciais para a paz mundial.






