Essa ação do MPF está inserida em um contexto mais amplo, relacionado a um inquérito civil que foi instaurado em 2018. O inquérito visa investigar a regularidade do licenciamento ambiental concedido pelo Ibama para as atividades da Petrobras na região. A preocupação ambiental é significativa, dado o sensível ecossistema da Amazônia e as potenciais implicações de qualquer atividade que comprometa seu equilíbrio.
De acordo com informações fornecidas pela Petrobras, o vazamento do fluido foi identificado durante uma operação de rotina, quando a equipe da plataforma notou uma redução inesperada nos níveis dos tanques de fluido de perfuração, o que indicava a perda do material. Após essa detecção inicial, não foram encontradas anormalidades visíveis na superfície, levando à decisão de utilizar um ROV (robô submarino operado remotamente) para inspeção mais aprofundada.
O incidente, segundo a companhia, ocorreu em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, situado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A Petrobras afirmou que o problema foi rapidamente contido e isolado, com a intenção de trazer as linhas danificadas à superfície para reparação e avaliação. Além disso, a empresa garantiu que não houve comprometimento da sonda nem do poço em questão, que continuam em condições seguras para operação. A Petrobras ainda enfatizou que a situação não representa riscos à segurança da operação de perfuração, tranquilizando assim a comunidade e as autoridades sobre a seriedade com que estão tratando o ocorrido.
A análise das condições daquele local e a transparência nas informações solicitadas pelo MPF são cruciais para assegurar que medidas adequadas sejam tomadas, garantindo a proteção do ambiente e a conformidade legal das atividades em andamento na região.
