As investigações apontam para indícios de que dados concernentes à Operação Zargun, que teve sua execução em setembro e resultou na prisão do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, possam ter sido compartilhados antes da execução dos mandados. Essa operação teve como alvo membros da facção criminosa Comando Vermelho, e as implicações do possível vazamento são graves.
O MPF levantou suspeitas de que Bacellar teria alertado TH Joias sobre a ação policial que se aproximava, e esse suposto ato de comunicação precipitou a realização da Operação Unha e Carne, meses depois, que culminou na prisão do ex-presidente da Alerj. Após a detenção, a defesa de Bacellar conseguiu sua libertação sob restrições determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que incluiu o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de exercer funções na presidência da Assembleia.
O novo inquérito foi instaurado pelo procurador da República Eduardo Benones, que coordena o Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial no Rio de Janeiro. Ao justificar a abertura da apuração, o procurador ressaltou o sigilo das operações, que sugere a possibilidade de vazamento dentro da estrutura da própria Polícia Federal.
Os promotores estão em busca de elucidar se agentes da PF desempenharam um papel no repasse indevido de informações confidenciais. Entretanto, fontes próximas à investigação informam que a data do depoimento de Bacellar ainda não foi definida. Devido às restrições impostas pelas medidas cautelares, sua defesa está em negociações com o MPF para que o depoimento possa ser realizado por meio de videoconferência, garantindo assim a continuidade da apuração sem a necessidade da presença física do parlamentar.







