MPF exige explicações de Petrobras e Ibama em 48 horas sobre vazamento de fluido na Margem Equatorial do Amapá.

Ministério Público Federal cobra respostas sobre vazamento de fluido na Margem Equatorial

O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma ação urgente em resposta ao recente vazamento de fluido ocorrido durante as atividades de perfuração da Petrobras na Margem Equatorial, próximo à costa do Amapá. Em um ofício datado do dia 6 de janeiro, o MPF deu um prazo de 48 horas para que tanto a Petrobras quanto o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apresentem esclarecimentos detalhados sobre o incidente.

O vazamento foi identificado no dia 4 de janeiro, durante os trabalhos realizados no poço Morpho, localizado a aproximadamente 175 quilômetros da costa amapaense. De acordo com a Petrobras, a empresa interrompeu imediatamente suas operações assim que tomou conhecimento do problema. Recentemente, a estatal afirmou que não há previsão para a retomada das atividades na área afetada.

A consulta formal do MPF surge em um contexto de preocupação crescente sobre a conformidade ambiental dos projetos desenvolvidos pela Petrobras na região, que já está sob investigação desde um inquérito civil aberto em 2018. O objetivo é assegurar que as atividades da empresa estejam dentro das normas de licenciamento ambiental estabelecidas pelo Ibama, principalmente em uma área sensível como a Foz do Amazonas.

Em sua comunicação, a Petrobras garantiu que os fluidos utilizados durante as operações estão dentro dos limites de toxicidade permitidos, sendo considerados biodegradáveis e não apresentando riscos diretos ao meio ambiente ou à saúde das comunidades locais. A companhia também ressaltou que não houve falhas nas sondas ou no poço em questão, indicando que a segurança das operações não foi comprometida.

Esse episódio levanta questões sobre a gestão de riscos e o monitoramento ambiental em uma das regiões mais delicadas do Brasil, onde a interação entre atividades industriais e a preservação ambiental exige máxima atenção por parte das autoridades competentes. A repercussão do caso deverá ser acompanhada de perto, tanto por órgãos governamentais quanto pela sociedade civil, em busca de maior transparência e responsabilidade em relação às práticas adotadas na exploração de recursos naturais.

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