Mudanças na Regulamentação dos Passeios nas Piscinas Naturais de Maceió: Um Avanço em Direção à Segurança e Sustentabilidade
Recentemente, o Ministério Público Federal (MPF) promoveu uma reunião significativa na cidade de Maceió, em resposta a um pedido da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH/AL). O encontro, realizado no último dia 2, teve como foco a regulamentação dos passeios turísticos nas renomadas piscinas naturais de Pajuçara e Ponta Verde, com especial atenção aos populares eventos conhecidos como “Banho de Lua”.
O MPF instaurou um procedimento para discutir essa regulamentação após o recebimento de denúncias que alertavam para a realização de festas náuticas sem a devida autorização, especificamente durante a noite. As inquietações levantadas dizem respeito à segurança dos participantes, à preservação ambiental e à adequação da atividade turística, fatores essenciais para a sustentabilidade do local.
Os representantes da ABIH/AL, Jannyne Barbosa e Ângela Andrade, participaram ativamente do encontro, demonstrando a disposição da entidade em colaborar na elucidação dos normativos que regem essas atividades. A reunião, conduzida pelo procurador da República Érico Gomes, é parte de um esforço contínuo do MPF para equilibrar o crescimento do turismo com a proteção das áreas naturais.
Nos últimos meses, o MPF manteve diálogos com uma variedade de stakeholders, incluindo associações de jangadeiros, órgãos ambientais e a Capitania dos Portos, estabelecendo um consenso em torno de diretrizes que visem a segurança e a conservação dos recifes. Essas reuniões são fundamentais para criar um arcabouço que favoreça a prática do turismo responsável.
Além disso, durante o encontro, a ABIH apresentou o inovador Projeto Litoral Saudável, que objetiva promover a qualificação dos passeios nas piscinas naturais. Este projeto, respaldado por emenda parlamentar, busca implementar iniciativas de educação ambiental e capacitação dos jangadeiros, enquanto propõe a digitalização da comercialização dos passeios para proporcionar um controle mais rigoroso sobre o fluxo de visitantes.
Entre as proposições está a criação de um selo de boas práticas ambientais, que valoriza a cultura dos jangadeiros e distribui materiais educativos. Essa proposta ainda está em desenvolvimento e pretende estabelecer regras claras que definam procedimentos operacionais, critérios de segurança e exigências específicas para o credenciamento dos prestadores de serviços.
O avanço na regulamentação dessas atividades é um passo crucial para a proteção das belezas naturais de Maceió e para garantir um turismo mais seguro e sustentável, beneficiando não apenas os visitantes, mas também as comunidades locais que dependem dessa atividade econômica.
