Em contrapartida, o novo nome proposto, Avenida Tia Marcelina, busca honrar a memória de uma líder do candomblé em Maceió que dedicou sua vida à luta em prol da comunidade negra contra a opressão e a intolerância religiosa. De acordo com os idealizadores da mudança, esta iniciativa visa reforçar o compromisso do município com a promoção da igualdade racial e o respeito à diversidade religiosa.
O abaixo-assinado realizado pelo RAP-AL tem recebido apoio e adesão de diversos cidadãos que compartilham da mesma visão de justiça e igualdade. A discussão sobre a mudança do nome de vias públicas em homenagem a figuras historicamente controversas tem se intensificado em todo o país, à medida que a sociedade busca revisar e reconstruir narrativas que reflitam de forma mais inclusiva a diversidade e a pluralidade cultural.
A Câmara Municipal de Maceió ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido de alteração, mas a crescente mobilização em torno da proposta sugere que o debate sobre a memória e o reconhecimento de personalidades que contribuíram para a história local continue em pauta. A luta por uma cidade mais justa e representativa é um dos pilares fundamentais do movimento RAP-AL, que demonstra a importância da participação ativa da sociedade civil na construção de uma sociedade mais equitativa e inclusiva.
