Movimento ativista solicita alteração do nome da Avenida Fernandes Lima para Avenida Tia Marcelina em Maceió, em defesa da igualdade racial.

O movimento ativista Resistência Ativa Preta de Alagoas (RAP-AL) ganhou destaque recentemente ao iniciar um abaixo-assinado com o objetivo de solicitar à Câmara Municipal de Maceió a alteração do nome da Avenida Fernandes Lima para Avenida Tia Marcelina. Segundo o requerimento apresentado, a mudança se faz necessária para substituir a homenagem a Fernandes Lima, figura associada a perseguições às expressões culturais afro-brasileiras em Alagoas, em particular durante o lamentável episódio conhecido como “A Quebra” em 1912.

Em contrapartida, o novo nome proposto, Avenida Tia Marcelina, busca honrar a memória de uma líder do candomblé em Maceió que dedicou sua vida à luta em prol da comunidade negra contra a opressão e a intolerância religiosa. De acordo com os idealizadores da mudança, esta iniciativa visa reforçar o compromisso do município com a promoção da igualdade racial e o respeito à diversidade religiosa.

O abaixo-assinado realizado pelo RAP-AL tem recebido apoio e adesão de diversos cidadãos que compartilham da mesma visão de justiça e igualdade. A discussão sobre a mudança do nome de vias públicas em homenagem a figuras historicamente controversas tem se intensificado em todo o país, à medida que a sociedade busca revisar e reconstruir narrativas que reflitam de forma mais inclusiva a diversidade e a pluralidade cultural.

A Câmara Municipal de Maceió ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido de alteração, mas a crescente mobilização em torno da proposta sugere que o debate sobre a memória e o reconhecimento de personalidades que contribuíram para a história local continue em pauta. A luta por uma cidade mais justa e representativa é um dos pilares fundamentais do movimento RAP-AL, que demonstra a importância da participação ativa da sociedade civil na construção de uma sociedade mais equitativa e inclusiva.

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