Mounjaro, iPhone e BYD: A polêmica expressão que reflete a ostentação e as críticas ao consumo exagerado nas redes sociais brasileiras.

A expressão “Mounjaro, iPhone e BYD só reclama quem não tem” emergiu no Brasil entre o final de 2025 e o início de 2026, ganhando grande notoriedade nas redes sociais. Essa frase rapidamente se tornou um mantra associado a debates sobre produtos de alto custo e simbologia. De forma quase automática, a expressão passou a ser utilizada para responder a críticas dirigidas a itens que representam status e sucesso, refletindo uma mentalidade que valoriza a capacidade de consumo como indicador de ascensão social.

O contexto em que se inserem os produtos mencionados é multifacetado. Mounjaro, um medicamento popular em grêmios interessados em estética e saúde; iPhone, um smartphone que históricamente simboliza status e inovação; e BYD, uma montadora que se destaca no mercado de veículos elétricos, compõem a tríade de bens que, ao serem citados em conjunto, oferecem uma visão clara do que muitos consideram a nova elite do consumo. Para os adeptos dessa narrativa, críticas a esses produtos não são vistas como análises racionais, mas como manifestações de inveja ou incapacidade financeira. Essa perspectiva transforma a posse de itens luxuosos em um argumento capaz de deslegitimar qualquer opinião contrária.

Entretanto, o diálogo em torno da expressão não se restringiu a elogios. Com o passar do tempo, ela também ganhou um tom irônico e satírico. Usuários das redes sociais, insatisfeitos com a cultura de ostentação, começaram a fazer uso da frase para criticar a lógica que associa diretamente o sucesso pessoal à aquisição de bens caros. Essa inversão de sentido cria um espaço de reflexão sobre o que de fato constitui o sucesso e se a verdadeira realização vai além do consumo ostentatório.

Assim, a interação em torno dessa frase revela não apenas uma faceta da sociedade brasileira contemporânea, mas também uma batalha cultural que se desenrola nas plataformas digitais, onde os valores de consumo e a crítica a esses valores se confrontam de maneira intensa e provocativa.

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