O evento, que não bloqueou vias, teve como principal objetivo pressionar a votação negativa do texto legislativo em questão. Alex Félix, presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativo do Estado de Alagoas (AMPAEAL), afirmou que a proposta é similar a um projeto anteriormente discutido que foi considerado prejudicial para a categoria. “Esperamos que o projeto não seja aprovado na comissão que deve votar o relatório ainda hoje”, declarou Félix, enfatizando a preocupação com os efeitos que a regulamentação pode ter sobre a profissão.
Durante a mobilização, houve tentativas de desmobilização, especialmente após a divulgação de informações que sugeriam que a votação do projeto poderia ser adiada. No entanto, os motoristas mantiveram sua determinação e seguiram com a manifestação, demonstrando um forte senso de união e resistência.
O movimento contou com a participação de motoristas e trabalhadores de entrega, que expressaram suas preocupações quanto ao impacto direto da proposta nas suas atividades profissionais. Há uma avaliação de que o texto, se aprovado, poderá prejudicar a rotina de trabalho e a remuneração dos entregadores e motoristas.
O Projeto de Lei 152/2025 busca estabelecer uma série de regulamentações, incluindo limites nas taxas cobradas pelas plataformas e a criação de uma remuneração mínima para entregadores em corridas de até quatro quilômetros. Contudo, a categoria critica o texto, alegando que ele não atende às suas principais reivindicações, como a definição de uma tarifa mínima para motoristas e valores adequados para entregas.
A discussão em torno do projeto tem gerado resistência considerável no Congresso Nacional, com motoristas e entregadores pressionando por mudanças e ameaçando paralisar suas atividades se as demandas não forem atendidas. A expectativa é de que o protesto em Maceió se some a outros movimentos em várias partes do país, ampliando a pressão sobre os legisladores.
