O motorista de 38 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) logo após o ocorrido. De acordo com a delegada Jennifer Caroline dos Reis, ele fugiu do local sem prestar socorro às vítimas, uma atitude que gerou indignação e mobilizou as autoridades. Imediatamente após o acidente, as equipes policiais iniciaram investigações, ouvindo testemunhas e coletando depoimentos de passageiros que estavam no ônibus durante o trágico incidente.
Após algum tempo, o motorista se apresentou à delegacia, acompanhado de um advogado. Em seu depoimento, ele revelou que era proprietário do veículo e da empresa Dinho Turismo, responsável pela viagem. Mais alarmante foi sua confissão de que o ônibus apresentava falhas nos freios e que sua empresa não tinha autorização para operar no transporte interestadual de passageiros. Essa informação foi corroborada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que confirmou a irregularidade do veículo.
Baseando-se nas evidências coletadas e nas declarações do motorista, a delegada decidiu pela prisão em flagrante, imputando-lhe as graves acusações de homicídio culposo no trânsito, lesão corporal, omissão de socorro e fuga do local do acidente. Após os procedimentos legais, o motorista foi transferido para o sistema prisional, onde permanece sob a custódia da Justiça.
Esse trágico episódio ressalta a importância da fiscalização rigorosa no transporte rodoviário, especialmente em viagens que envolvem a segurança de passageiros. A tragédia já levanta questionamentos sobre a responsabilidade das empresas de turismo e a necessidade de garantir que veículos estejam em condições adequadas de operação, além de operarem dentro da legalidade. As investigações continuam e a sociedade espera por justiça em relação às vítimas e seus familiares.
