Motorista do ônibus que deixou 16 mortos em acidente ainda não foi ouvido pelas autoridades dois meses após tragédia em Alagoas.

Dois meses após a tragédia que envolveu um ônibus de romeiros, resultando na morte de 16 pessoas, o motorista considerado o principal responsável pelo acidente ainda não foi ouvido pelas autoridades competentes. Este atraso é significativo, especialmente porque o condutor já recebeu alta médica há cerca de um mês. A situação levanta preocupações sobre a condução das investigações e a busca por justiça para as vítimas e suas famílias.

O lamentável incidente ocorreu em 3 de fevereiro de 2026, durante o retorno de passageiros vindos de Juazeiro do Norte, no Ceará. O veículo, que transportava romeiros da cidade de Coité do Nóia, capotou, e entre as vítimas estavam crianças e idosos. A comoção na comunidade foi intensa; a cidade se mobilizou para realizar um velório coletivo que honrou a memória dos falecidos, demonstrando solidariedade em um momento tão doloroso.

As investigações iniciais indicaram que a tragédia foi provocada por falha humana, uma vez que o ônibus estava em alta velocidade no momento do capotamento. Além disso, não foram encontrados problemas mecânicos que pudessem ter contribuído para a ocorrência do acidente. Isso levanta um questionamento sobre a responsabilidade do motorista e a gestão do transporte.

Outras irregularidades também estão sendo investigadas, incluindo a falta de autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para realizar o transporte e possível superlotação do ônibus. Essas questões adicionam uma camada de complexidade ao caso, que já gera significativa preocupação na comunidade local e entre as autoridades.

O inquérito permanece em andamento e conta com a supervisão do Ministério Público de Alagoas. Contudo, até o presente momento, não foram esclarecidos os motivos pelos quais o motorista ainda não prestou depoimento, o que contribui para um clima de impaciência e ansiedade entre os familiares das vítimas e a população que clama por respostas e justiça. Enquanto isso, a memória das vítimas continua viva, e a cidade lida com a dor da perda, aguardando que as investigações culminem em responsabilidades efetivas.

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