De acordo com informações da polícia, a organizadora da ação social contratou o motorista para realizar a entrega de 106 ovos de chocolate em uma instituição de caridade no domingo de Páscoa. Durante o trajeto, o motorista alegou dificuldades no sinal do GPS e, em seguida, indicou que a entrega havia sido concluída no aplicativo.
Entretanto, imagens de câmeras de segurança da instituição revelaram que, embora ele tenha chegado ao local e parado o veículo, decidiu ir embora sem realizar a entrega. Uma testemunha, que estava em outro carro, tentou intervir ao segui-lo e buzinando para que ele parasse, mas o motorista conseguiu escapar.
Após essa situação, a organizadora do evento registrou um boletim de ocorrência na delegacia local. A polícia, então, iniciou as investigações e conseguiu localizar o motorista, que acabou confessando que os ovos estavam em sua residência. Ao ser conduzido ao local, os agentes encontraram 79 ovos ainda lacrados, além de algumas embalagens abertas, sugerindo que ele havia consumido o produto.
Vale destacar que os ovos de chocolate estavam até dispersos pelo imóvel, armazenados em diversos locais, como a geladeira e o congelador, além de estarem escondidos atrás de um colchão. Essa evidência levantou suspeitas sobre a clara tentativa de ocultação dos objetos. A polícia também encontrou a sacola original, que havia sido violada, utilizada para o transporte dos ovos.
Diante das circunstâncias, o motorista foi preso em flagrante, sendo acusado de apropriação indébita qualificada, uma vez que a obtenção dos objetos aconteceu em virtude do seu trabalho como motorista de aplicativo. O incidente não apenas gerou indignação nas redes sociais, mas também levantou questões acerca da responsabilidade de profissionais que atuam no transporte de donativos e a importância de mecanismos de fiscalização em ações sociais.





