Igor Oliveira, coordenador de comunicação e vendas do evento, enfatiza a importância da mostra em diversificar a experiência cinematográfica do público. De acordo com ele, “uma coisa fundamental é trazer um cinema que está fora do eixo hegemônico estadunidense e mostrar um cinema que é tão importante e pioneiro quanto em termos de técnica e temática”. Este enfoque busca não apenas atrair espectadores, mas também formar um público mais informado sobre as produções cinematográficas que muitas vezes são ofuscadas.
Um dos destaques dessa edição é a celebração do centenário do estúdio Mosfilm, que é considerado o maior da Rússia e um dos mais respeitados globalmente. Desde sua primeira edição em 2014, a mostra tem sido um canal vital para a exibição de filmes soviéticos e russos no Brasil, com uma seleção cuidadosamente curada que abrange uma ampla variedade de gêneros e diretores.
O evento teve início em 13 de novembro e acontece na Cinemateca Brasileira, onde dezenas de pessoas participaram da abertura, lotando as salas de exibição. Esta edição apresenta uma retrospectiva com 20 filmes, dos quais 12 são relançamentos de mostras anteriores e 8 são inéditos no Brasil. Oliveira compartilhou a expectativa otimista para o evento, destacando não apenas o aniversário da mostra, mas também o centenário do Mosfilm.
Além das exibições, a mostra oferece diversas atividades como oficinas e barracas de comidas típicas, especialmente nos finais de semana. O evento será realizado ao longo de oito dias, com todas as atividades gratuitas, proporcionando assim uma oportunidade para que o público se conecte com a riqueza do cinema russo, ampliando seus horizontes culturais.
