O principal suspeito é um amigo próximo de Abdon, que também é baterista e coabitava com a vítima no apartamento onde tudo aconteceu. Ele foi detido no dia seguinte ao incidente, no bairro do Clima Bom. A titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Tacyane Ribeiro, trouxe à tona informações alarmantes sobre a situação no momento da suposta queda. Testemunhas relataram ter ouvido uma discussão acalorada que culminou em barulhos de objetos quebrando e um estrondo forte, pouco antes do corpo de Abdon ser encontrado ao fundo do prédio, com sinais evidentes de uma luta corporal.
De acordo com os dados levantados até agora, a noite que precedeu o trágico evento envolveu bebida alcoólica e estava marcada por tensões entre os presentes. Além do suspeito, duas mulheres e duas crianças estavam no local. Ao que tudo indica, uma discussão acentuada sobre ciúmes entre a vítima e o suspeito teria provocado uma briga intensa, na qual objetos foram arremessados. As mulheres deixaram o apartamento momentos antes da queda de Abdon e já prestaram depoimentos, corroborando a narrativa da confusão.
O suspeito, por sua vez, apresentou uma versão diferente em seu depoimento, alegando que Abdon teria surtado e se atirado da sacada. No entanto, essa explicação não se sustenta diante das evidências coletadas. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele deixou o prédio de forma tranquila, sem tentar buscar ajuda, enquanto um vizinho se dirigia apressadamente ao local da queda. A combinação de elementos torna cada vez mais complexa a narrativa sobre a morte de Abdon, e a polícia segue sua investigação para esclarecer plenamente os acontecimentos daquela fatídica noite.
