Morte de criança por picada de escorpião comove cidade de São Paulo e mãe denuncia falta de atendimento adequado.

No interior de São Paulo, a arquiteta Michele Carvalho tem utilizado as redes sociais como forma de denunciar a falta de atendimento adequado após a morte de seu filho de três anos, Artur, que faleceu no dia 3 de novembro de 2024, vítima de uma picada de escorpião. O caso ocorreu no Hospital de Jaguariúna, onde o menino foi atendido, porém a unidade não possuía soro antiescorpiônico disponível.

Michele relatou em entrevista ao Metrópoles que, mesmo após dois meses da tragédia, a família não recebeu nenhuma manifestação da direção do hospital ou da Prefeitura da cidade. Além disso, a Defesa Civil do município não realizou qualquer contato para verificar possíveis focos de escorpiões na residência da criança.

A arquiteta ressaltou que Arthur não apresentava problemas de saúde antes do incidente e após o atendimento em Jaguariúna, o menino foi transferido para Campinas, onde finalmente recebeu o soro antiescorpiônico. Infelizmente, o quadro de saúde do menino se agravou e ele foi encaminhado para a UTI, sofrendo sete paradas cardíacas entre a noite do dia 2 e a manhã do dia 3 de novembro.

A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi registrado como morte súbita e a Prefeitura de Jaguariúna está buscando, junto à Secretaria de Saúde do Estado, a possibilidade de contar com o soro antiescorpiônico na unidade hospitalar local. A gestão municipal salientou que a distribuição desses soros é de responsabilidade estadual.

É importante ressaltar que a perda de Arthur deixou a mãe, Michele, em profundo luto, descrevendo a partida do filho como uma experiência dolorosa e devastadora. A falta de agilidade no atendimento e a demora na administração do soro antiescorpiônico evidenciam a necessidade de melhorias no sistema de saúde para evitar que tragédias como essa se repitam.

Sair da versão mobile