Reconhecido como apresentador do programa “Bom Dia Brasil”, Renato também se destacou como dublador e ator, participando de renomadas montagens teatrais, como “A Tempestade”, de William Shakespeare, e “Antígona”, além de ter aparecido em diversas produções televisionais. A versatilidade de Renato foi amplamente elogiada por seus colegas. Regina Duarte, em uma entrevista em 2012, descreveu René como um homem articulado, culto e de grande bom caráter, ressaltando sua inteligência e sensibilidade.
Na sua vasta carreira, Renato também esteve presente nos primórdios da TV Globo, com participações em programas que marcaram a época, como “Rosinha do Sobrado” e “A Moreninha”. Sua atuação em “Sangue do Meu Sangue”, na TV Excelsior, embora não tenha deixado muitos registros visuais, contribuiu para a formação de sua carreira.
Com mais de quatro décadas na TV Globo, Renato ocupou papéis de destaque, além de apresentar o “Jornal da Globo” e o “RJTV”. Também fez parte da bancada do “Jornal Nacional” e atuou como correspondente internacional em Londres, cobrindo eventos históricos como a Guerra das Malvinas e o famoso acidente na usina nuclear de Chernobyl. Ele mesmo destacou, em entrevistas, a importância do conhecimento acumulado para ser um telejornalista eficaz, enfatizando que a atuação na televisão é uma constante troca de aprendizado.
Fora do campo do jornalismo, Renato tinha uma paixão especial pelo vinho. Nos últimos anos, dedicou-se a compartilhar esse amor por meio de reportagens e documentários, além de lançar um curso online sobre vinhos franceses. Seu interesse pela bebida começou na década de 1970, com a leitura do guia “Hugh Johnson’s Pocket Wine Book”, do qual chegou a escrever o prefácio. Renato não apenas apreciava vinhos; ele também valorizava a beleza das palavras, como expressou ao afirmar que era um “apaixonado pela bela frase”. Essa combinação de talento para a comunicação e amor pelas artes fez de Renato Machado uma referência no cenário brasileiro até o seu falecimento.
