Em uma de suas últimas entrevistas, concedida à Flamengo TV em agosto de 2023, Oscar elogiou as torcidas de Flamengo e Corinthians, descrevendo-as como únicas e dignas de respeito. “Você precisa fazer de tudo para jogar bem e ganhar os jogos. Se não fizer isso, você não jogou no Flamengo”, afirmou, refletindo sobre o peso que a pressão da torcida exerce sobre os jogadores. Ele frequentemente mencionava a intensidade da torcida rubro-negra, reconhecendo que jogar no Flamengo era um desafio e uma honra. “O Flamengo, para mim, foi a coroação da minha carreira”, destacou durante uma homenagem recebida no museu do clube.
Oscar enfrentou batalhas pessoais ao longo dos anos, incluindo um longo combate contra um câncer no cérebro, que o acompanhou por 15 anos. Sua saúde se deteriorou nos últimos tempos e, em maio, ele não conseguiu comparecer à cerimônia de introdução ao Hall da Fama do Comitê Olímpico Brasileiro, o que evidenciou os desafios diários que enfrentava.
Natural de Natal, Oscar deixou o futebol infantil para se dedicar ao basquete e, ao longo de sua trajetória, defendeu nove clubes diferentes. Ele conquistou três títulos do Campeonato Brasileiro junto ao Palmeiras, Sírio e Corinthians, além de um título mundial de clubes pelo Sírio. Como dirigente, teve sucesso à frente do projeto Telemar/Rio de Janeiro, que se tornou campeão brasileiro em 2005.
Com 49.737 pontos acumulados em 1.615 jogos, Oscar Schmidt foi considerado um dos maiores pontuadores da história do basquete, até ser superado por LeBron James. O apelido “Mão Santa” originou-se da sua precisão nos arremessos, fruto de um trabalho árduo e contínuo. Um dos momentos mais memoráveis de sua carreira ocorreu nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando liderou a seleção brasileira à vitória sobre os Estados Unidos, marcando 46 pontos numa final histórica. Sua contribuição ao esporte e ao basquete será eternamente lembrada, consolidando seu legado como uma lenda do basquete mundial.







