Morre o homem mais velho do mundo, conhecido como “Mashico”, a poucos dias de completar 126 anos no Peru, após uma vida simples e ligada à natureza.

Marcelino Abad Tolentino, popularmente conhecido como “Mashico”, faleceu em 30 de março de 2026, em um lar de idosos localizado na pacata cidade de Huácar, no Peru. À beira de completar 126 anos, ele passou seus últimos momentos dormindo, um encerramento sereno para uma vida que se estendeu por impressionantes 125 anos e 360 dias. Nascido em 5 de abril de 1900, Mashico alcançou uma longevidade que despiu-se de formalidades até o penúltimo momento: foi apenas durante a pandemia de Covid-19 que conseguiu obter seu primeiro documento de identidade e, com isso, o acesso a benefícios sociais que lhe eram negados por anos.

Mashico viveu praticamente toda a sua existência em uma zona rural remota do Peru, onde desempenhou funções como agricultor e pedreiro, contribuindo para o sustento de sua comunidade. Apesar de sua longa vida, o homem nunca se casou e não teve filhos, decisões que podem refletir um estilo de vida simples e focado em suas atividades.

A sua condição de longevidade despertou interesse tanto em níveis locais quanto internacionais, com muitos o considerando o homem mais velho do mundo. No entanto, este reconhecimento não se materializou oficialmente, uma vez que a falta de documentação adequada impediu que a sua idade fosse validada por organizações reconhecidas, como o Guinness World Records.

Familiares e autoridades que tomaram conhecimento de sua história ressaltam que Mashico atribuia sua impressionante longevidade a hábitos humildes e uma ligação profunda com a natureza. Seu estilo de vida, tranquilo e focado no essencial, chamou a atenção das mídias, que encontraram nele um exemplo dos benefícios de uma vida saudável e equilibrada, longe dos excessos típicos das sociedades modernas. Assim, a vida deste homem extraordinário não apenas ilumina uma era, mas serve como um tributo à simplicidade e ao respeito pela natureza, valores que podem, em certa medida, estar se perdendo na contemporaneidade.

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