Natural de Leopoldina, em Minas Gerais, e residente em São Cristóvão, Noca iniciou sua carreira musical ainda na adolescência, aos 15 anos, na Escola de Samba Unidos do Catete, onde deslanchou no meio artístico ao conquistar sua primeira nota 10 com o samba-enredo “O Grito do Ipiranga”. Sua conexão com a Portela se firmou em 1967, quando foi convidado pelo renomado artista Paulinho da Viola a integrar a agremiação.
Entre suas composições mais marcantes, destacam-se sucessos como “Recordar é viver” (1985), “Gosto que me enrosco” (1995), “Os olhos da noite” (1998) e “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal” (2015). Noca também formou o Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo, e contribuiu com canções icônicas como “Portela Querida”, interpretada por Elza Soares, e o samba-enredo “O Homem de Pacoval”, de 1976.
Além de sua carreira artística, Noca se destacou no cenário político. Em 1982, sua música “Virada” foi utilizada na campanha de Leonel Brizola para o governo do estado do Rio de Janeiro. Assim como isso, ele compôs jingles para outras figuras políticas, incluindo Cesar Maia e Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2006, recebeu o convite da então governadora Rosinha Garotinho para assumir a Secretaria de Cultura do Estado, onde atuou por nove meses.
A Escola de Samba Portela se manifestou por meio de uma nota oficial, lamentando a perda do compositor e ressaltando a importância de Noca para a comunidade. “Figura querida e sempre presente em nossa quadra, Noca fará muita falta para toda a Família Portelense”, afirmaram. Até o presente momento, não há informações divulgadas sobre os detalhes do velório e sepultamento do artista. Seu legado, porém, continua vivo na memória dos amantes do samba e na rica tradição cultural carioca.





