Manoel Carlos começou sua carreira na televisão ainda na adolescência, mas foi na TV Globo, onde ingressou em 1972, que ele consolidou seu nome como um dos grandes responsáveis pela construção da dramaturgia nacional. Seu talento e sensibilidade para abordar temas universais e emocionais se refletiram em suas obras mais memoráveis, como “Por Amor”, “Laços de Família”, “Mulheres Apaixonadas” e “Viver a Vida”. Essas novelas não apenas conquistaram uma vasta audiência, mas também se tornaram marcos de uma época, abordando questões sociais, afetivas e familiares com profundidade e sutileza.
Um dos traços distintivos da obra de Manoel Carlos foi a criação de personagens femininas complexas, sendo as “Helenas” um exemplo icônico que permaneceu na memória do público. Suas protagonistas, interpretadas por importantes atrizes brasileiras, refletiam as nuances das relações humanas, tornando-se referências no cenário televisivo e cultural do país. O legado que Maneco deixa é inegável e reverberará por gerações, influenciando novos escritores e roteiristas que se propõem a explorar as dinâmicas do cotidiano refletidas na telinha.
Em sua vida pessoal, o dramaturgo era pai de duas filhas, a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, que também trilham caminhos nos campos da arte e da comunicação. A morte de Manoel Carlos representa uma imensa perda para o cenário cultural brasileiro, mas sua obra continuará a ser celebrada por aqueles que se emocionaram e se conectaram com suas histórias ao longo dos anos. Maneco, com seu talento e visão, deixou uma marca indelével na história da televisão no Brasil.







