Morre Manoel Carlos, o ícone da teledramaturgia brasileira, autor das inesquecíveis novelas com as emblemáticas protagonistas Helena, aos 92 anos.

Falece Manoel Carlos, um dos ícones da teledramaturgia brasileira

Neste sábado, 10 de janeiro, a televisão brasileira perdeu um de seus maiores talentos. Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, conhecido carinhosamente como Maneco, faleceu aos 92 anos. Ao longo de sua notável carreira como autor, diretor e produtor, ele deixou uma marca indelével na teledramaturgia nacional, sendo responsável por obras memoráveis como “História de Amor” (1995), “Laços de Família” (2000) e “Mulheres Apaixonadas” (2003). Sua última novela, “Em Família”, foi exibida em 2014 pela Rede Globo, representando sua despedida do pequeno tela. Desde então, o autor se afastou dos holofotes em decorrência de um diagnóstico de doença de Parkinson, que o levou a várias hospitalizações até seu falecimento.

Manoel Carlos nasceu em São Paulo em 1933, filho de um comerciante e uma professora, e começou sua carreira nos anos 1950 na Rede Tupi, onde atuou inicialmente em teleteatros. Sua paixão pela dramaturgia logo o destacou como roteirista, produtor e diretor, revelando seu talento em diversas produções. Em 1978, fez sua estreia na Rede Globo com adaptações de obras literárias, como “Maria, Maria” e “A Sucessora”. Nos anos 1980, transitou pela Rede Manchete, mas retornou à Globo na década seguinte, firmando-se como uma referência em novelas durante as tardes e noites.

Maneco era famoso por seu estilo exclusivo de contar histórias, que frequentemente exploravam o cotidiano da classe média alta carioca. Ele criou mais de 15 novelas, muitas das quais tornaram-se clássicas na televisão brasileira. Embora suas obras mais recentes, como “Viver a Vida” (2009) e “Em Família” (2014), não tenham alcançado o mesmo nível de sucesso das anteriores, o legado de Maneco é inegável.

Uma de suas marcas registradas foi a criação de protagonistas chamadas Helena, presentes em nove de suas produções desde 1981. Essas personagens, vividas por grandes atrizes da TV brasileira, sempre retrataram mulheres fortes e complexas, enfrentando dilemas emocionais e desafios pessoais. Em entrevistas, ele explicou que se inspirou na figura de Helena de Troia, refletindo sua busca por personagens que transparecessem magia e complexidade.

Na vida pessoal, Manoel Carlos foi casado por três vezes, e deixou uma esposa, Elizabeth Almeida, além de filhas. Ele enfrentou muitas tragédias familiares, incluindo a perda de três de seus filhos. Nos últimos anos, passou por uma reclusão forçada em decorrência das complicações da doença de Parkinson.

A contribuição de Manoel Carlos à teledramaturgia brasileira perdurará através das histórias e personagens que trouxe à vida, solidificando seu lugar como um dos grandes mestres da televisão no país. Sua influência e inovação continuarão a ser celebradas por aqueles que amam a arte de contar histórias.

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