Embora tenha enfrentado recentemente problemas respiratórios que o levaram a uma internação, a família revelou que Davis se recuperava em casa antes de sua morte. Em um comunicado emocionado, seus parentes descrevem o executivo como uma lenda da música, destacando sua visão apurada e incessante busca pela excelência que, segundo eles, ajudou a criar a trilha sonora de inúmeras vidas. Para eles, Clive era uma figura central, sempre presente, oferecendo sabedoria, força e amor incondicional à família.
Nascido no Brooklyn em 1932, Davis formou-se em Direito em Harvard, antes de mergulhar na indústria fonográfica. Sua carreira começou na Columbia Records, onde, ao longo de sua ascensão, fez uma série de contratações que revitalizaram o catálogo da gravadora, incluindo símbolos da música como Santana e Aerosmith. Em 1965, DSC foi promovido a vice-presidente e, rapidamente, ascendeu à presidência da companhia.
Entretanto, sua trajetória não foi isenta de controvérsias. Após ser demitido da Columbia, sob acusações de má conduta financeira e sonegação fiscal – das quais se declarou culpado em um dos casos – Davis se reergueu ao fundar a Arista Records. A nova gravadora prosperou rapidamente, destacando-se com o sucesso de Barry Manilow e o aclamado álbum “Horses” de Patti Smith. Ao longo de sua carreira, também deixou sua marca em outras gravadoras como RCA, Sony e J Records.
Davis foi reconhecido com cinco prêmios Grammy ao longo de sua carreira e, em 2000, foi introduzido no Hall da Fama do Rock and Roll como artista não intérprete. Sua contribuição à música continua a ressoar, e seu legado é lembrado por todos aqueles que apreciam a arte musical.





