A determinação foi emitida em um processo que avalia o cumprimento da pena de uma das condenadas relacionada aos eventos de janeiro. A defesa da ré, uma advogada oriunda do interior de São Paulo que foi condenada a 16 anos de reclusão, solicitou ao gabinete de Moraes a aplicação imediata da lei da dosimetria. Essa solicitação, no entanto, foi repelida pelo ministro.
Em sua análise, Moraes ressaltou a adesão de entidades como a Associação Brasileira de Imprensa e a Federação Rede-PSOL às ações judiciais que desafiam a validade da lei em questão. Na última sexta-feira, o ministro requisitou manifestações formais de diferentes instituições, incluindo a Presidência da República, o Congresso Nacional, a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República, para deliberar sobre o caso.
Moraes classificou o questionamento judicial à lei da dosimetria como um “fato processual novo e relevante”, indicando que poderia influenciar de maneira significativa os julgamentos das defesas apresentadas. A lei da dosimetria foi promulgada na última sexta-feira, após o Congresso Nacional ter derrubado o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia sido imposto ao texto aprovado no final do ano anterior.
Ainda nesta semana, Moraes já havia negado um pedido de redução de pena apresentado pela defesa de Débora Rodrigues dos Santos, amplamente conhecida como “Débora do Batom”. O pedido foi indeferido sob a justificativa de que a lei não se encontrava vigente até o momento da promulgação. A situação reflete a complexidade do sistema jurídico brasileiro, especialmente em tempos de intensas disputas políticas e judiciais.





