Moraes rejeita pedido de Daniel Silveira e mantém restrições do regime aberto para acesso à educação enquanto cumpre pena de 8 anos e 9 meses.

O ministro Alexandre de Moraes, membro do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter as restrições impostas ao ex-deputado Daniel Silveira no regime aberto de cumprimento de pena. O voto foi proferido em um plenário virtual iniciado na última sexta-feira e se opôs a um pedido da defesa que buscava flexibilizar as condições desse regime.

Moraes argumentou que, embora Silveira tenha o direito de estudar, ele deve respeitar as regras estabelecidas para sua pena, uma vez que ainda não cumpriu metade do tempo determinado de 8 anos e 9 meses de prisão. Ao refutar a alegação da defesa de que as restrições atuais impedem o acesso à educação, o ministro enfatizou que a decisão não obstrui a busca por aprendizagem. Para ele, é necessário que o ex-deputado encontre um curso que tenha horários que se ajustem às condições do regime aberto.

O ministro destacou que existe uma variedade de opções de cursos na área de Direito disponíveis no mercado, inclusive em horários diversificados, como durante a noite. Essa oferta, segundo Moraes, permitiria a Silveira conciliar seu projeto acadêmico com o cumprimento das exigências de sua pena.

Além disso, Moraes rechaçou o pedido que buscava ampliar o horário de circulação de Silveira durante os finais de semana e feriados. O voto do ministro considerou essa solicitação “manifestamente incompatível com a disciplina do regime aberto”. Ele argumentou que a autorização para a livre circulação nesses dias comprometeria a essência do regime, transformando-o em algo que se assemelharia à liberdade plena, o que, segundo ele, esvaziaria o caráter sancionatório da pena imposta.

Por enquanto, Moraes é o único a registrar seu voto em relação ao recurso, que está sendo analisado no plenário virtual da Primeira Turma do STF. Os demais ministros que compõem o colegiado incluem Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, que ainda devem se manifestar a respeito do caso. A continuidade do julgamento é aguardada com expectativa, considerando a relevância das questões abordadas e seu impacto na jurisprudência relacionada ao cumprimento de pena e direitos dos apenados.

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