A DPU foi designada para defender Tagliaferro após a ausência dos advogados que o representavam em uma audiência ocorrida em 17 de março. O órgão defende que a intimação de Tagliaferro feita por edital foi inadequada, uma vez que um endereço no exterior havia sido fornecido, no entanto, Moraes esclarece que o único endereço valido é o antigo em Brasília, o que complicou sua localização.
De acordo com Moraes, a tentativa de citação pessoal foi frustrada, uma vez que a carta de ordem expedida foi devolvida por não encontrar o acusado em seu endereço. Ele observou que essa circunstância aponta claramente para a condição de foragido de Tagliaferro, o que justificaria a intimação por edital. Moraes enfatizou que a localização incerta do réu não deveria ser um impedimento para a aplicação da lei penal.
A DPU, por sua vez, argumentou que a destituição da defesa de Tagliaferro viola diversos artigos da Constituição Federal e do Código de Processo Penal (CPP), que protegem o direito do acusado de ter um advogado de sua escolha. A Defensoria solicitou a anulação da nomeação e contestou a falta de intimação pessoal e a ausência de tentativas eficazes de comunicação.
Moraes, em defesa de sua decisão, reiterou que os advogados de Tagliaferro não seguiram a determinação da corte para regularizar sua representação, o que levou à nomeação da DPU. A nova audiência de instrução está marcada para o dia 28 de abril de 2026, levando em conta todo o conjunto de circunstâncias que envolvem o caso, marcado por controvérsias e por questões legais essenciais que trazem à tona a complexidade do sistema jurídico brasileiro.
