Moraes proíbe visitas a Bolsonaro por 30 dias e restringe encontros políticos até o fim das eleições de 2026. Medida gera repercussão no cenário eleitoral.

Na última sexta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu manter a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas impôs novas restrições que limitam ainda mais sua liberdade. A partir de agora, Bolsonaro não poderá receber visitas por um período de 30 dias, exceto de profissionais de saúde que cuidam de seu estado. Além disso, o ex-mandatário está proibido de promover qualquer tipo de manifestação, seja por meio de cartas, testemunhos ou publicações que tenham conteúdo político-eleitoral.

Essas novas medidas foram tomadas depois que o senador Flávio Bolsonaro, que está em campanha para a presidência, divulgou uma mensagem escrita por seu pai nas redes sociais. Moraes considerou que essa ação violou as regras estabelecidas anteriormente para o ex-presidente. O próprio Flávio já enfrentava uma proibição de visitar o pai, determinada por Moraes, válida por 90 dias, uma medida que foi intensificada após a publicação da informação gerando polêmica.

A situação se complica ainda mais com a recente solicitação da defesa de Bolsonaro ao STF, pedindo autorização para receber o presidente argentino, Javier Milei, que visitará o Brasil no dia 25 de julho para participar de um evento do PL — partido ao qual Flávio é filiado. Essa visita é especialmente significativa, pois Milei é visto como um aliado político e seu apoio na candidatura de Flávio é crucial.

Vale lembrar que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar devido a problemas de saúde e em consequência de uma condenação a 27 anos e três meses por sua liderança em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A defesa do ex-presidente alegou que Bolsonaro não tinha conhecimento da divulgação da carta e que não havia sido acordado previamente que essa mensagem seria compartilhada publicamente.

Além dessa luta política, a tensão familiar entre Flávio e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, é evidente. Em recente troca de farpas nas redes sociais, Michelle acusou Flávio de desrespeitá-la, ao que ele respondeu pedindo desculpas publicamente. Nesse turbilhão, Jair reafirmou, em sua carta, a confiança no filho, chamando-o de seu “pré-candidato” e expressando a esperança de que ele possa “resgatar o Brasil” e trazer “paz e prosperidade” ao país. Essa dinâmica familiar e política reflete a complexidade da atualidade no Brasil, onde questões pessoais e públicas frequentemente se entrelaçam.

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