Na sequência da decisão, a defesa entregou uma lista de exames solicitando que o ex-presidente fosse urgentemente submetido a avaliações clínicas e de imagem em um hospital particular. O estado de saúde do ex-presidente ganhou destaque após ele ter passado mal durante a madrugada de terça-feira (6), quando sofreu uma queda e bateu a cabeça. A informação foi inicialmente divulgada pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e posteriormente confirmada por médicos.
A Polícia Federal se manifestou através de uma nota, esclarecendo que Bolsonaro recebeu atendimento médico logo após relatar a queda. De acordo com o órgão, foram constatados apenas ferimentos leves, sem a necessidade de encaminhamento para um hospital, sendo indicado apenas que o paciente fosse observado. Moraes, ao se referir ao relatório da PF, afirmou que não havia urgência na remoção do ex-presidente, mas reconheceu o direito da defesa à realização dos exames, desde que estes fossem agendados previamente e respaldados por uma indicação médica específica.
Os advogados argumentaram que o médico particular de Bolsonaro, Brasil Ramos Caiado, descreveu os sintomas do ex-presidente como compatíveis com um quadro de traumatismo craniano. Além disso, mencionou episódios de síncope noturna, possíveis crises convulsivas, dificuldades de memória e uma lesão cortante na região temporal. Diante desse cenário, solicitaram a realização urgente de tomografia, ressonância magnética do crânio e um eletroencefalograma em um ambiente hospitalar especializado.
Conforme informações do cirurgião Cláudio Birolini, Bolsonaro sofreu um traumatismo cranioencefálico leve devido à queda. Esse incidente ocorreu poucos dias após o ex-presidente receber alta de um tratamento relacionado a uma hérnia e a um quadro de soluços persistentes. Até o momento, o STF ainda não havia autorizado a transferência do ex-presidente para um hospital.
