Moraes Libera Visita de Nikolas Ferreira a Bolsonaro na “Papudinha” e Parlamentares se Preparam para Encontros em Fevereiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedeu autorização na última sexta-feira (30) para que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) visite o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Esta será a primeira vez que Nikolas estabelece contato pessoal com Bolsonaro após a polêmica “caminhada pela liberdade”, quando percorreu o trajeto de Minas Gerais até a capital federal em apoio ao ex-presidente.

Além de Nikolas Ferreira, o STF também permitiu a visita de outros parlamentares, como os senadores Bruno Bonetti e Carlos Portinho, e o deputado federal Ubiratan Sanderson. As visitas ocorrerão em duas datas distintas: um grupo visitará Bolsonaro no dia 18 de fevereiro, enquanto o outro fará o mesmo no dia 21 de fevereiro, em horários alternados.

Esse início de visitas ocorre em um contexto onde as interações de Bolsonaro com políticos têm sido limitadas. Recentemente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), se reuniu com o ex-presidente; inicialmente, o encontro estava agendado para a semana anterior, mas foi adiado devido a compromissos em São Paulo.

No entanto, a defesa de Bolsonaro enfrentou reveses na tentativa de agendar encontros com outros aliados. O ministro Moraes negou solicitações de visitas do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e do senador Magno Malta. De acordo com a equipe jurídica do ex-presidente, os pedidos de visita visam estabelecer um diálogo direto, essencial para o planejamento de estratégias futuras.

O cenário atual levanta questões sobre a liberdade de expressão e o direito de reunião no contexto político brasileiro, especialmente em relação a figuras que já ocuparam o cargo máximo do Executivo. As vezes que Bolsonaro poderá interagir com seus apoiadores oferecem uma janela para potenciais articulações políticas em meio a um ambiente conturbado. A decisão de Moraes, ao permitir essas visitas, reflete o delicado equilíbrio entre segurança e liberdade, em tempos de vigilância acentuada sobre as figuras políticas envolvidas em controvérsias.

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