Além de Nikolas Ferreira, o STF também permitiu a visita de outros parlamentares, como os senadores Bruno Bonetti e Carlos Portinho, e o deputado federal Ubiratan Sanderson. As visitas ocorrerão em duas datas distintas: um grupo visitará Bolsonaro no dia 18 de fevereiro, enquanto o outro fará o mesmo no dia 21 de fevereiro, em horários alternados.
Esse início de visitas ocorre em um contexto onde as interações de Bolsonaro com políticos têm sido limitadas. Recentemente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), se reuniu com o ex-presidente; inicialmente, o encontro estava agendado para a semana anterior, mas foi adiado devido a compromissos em São Paulo.
No entanto, a defesa de Bolsonaro enfrentou reveses na tentativa de agendar encontros com outros aliados. O ministro Moraes negou solicitações de visitas do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e do senador Magno Malta. De acordo com a equipe jurídica do ex-presidente, os pedidos de visita visam estabelecer um diálogo direto, essencial para o planejamento de estratégias futuras.
O cenário atual levanta questões sobre a liberdade de expressão e o direito de reunião no contexto político brasileiro, especialmente em relação a figuras que já ocuparam o cargo máximo do Executivo. As vezes que Bolsonaro poderá interagir com seus apoiadores oferecem uma janela para potenciais articulações políticas em meio a um ambiente conturbado. A decisão de Moraes, ao permitir essas visitas, reflete o delicado equilíbrio entre segurança e liberdade, em tempos de vigilância acentuada sobre as figuras políticas envolvidas em controvérsias.






