Essa operação busca investigar um possível vazamento de dados fiscais que envolve ministros da Corte e seus familiares, um tema delicado que tocou em questões éticas e de privacidade. Durante uma entrevista à CNN Brasil, Cabral expressou sua opinião de que não haveria indícios concretos de vazamento por parte do auditor que está sendo investigado. Além disso, ele lançou uma crítica ao sistema, sugerindo que existiria um ambiente de maior temor entre os servidores da Receita Federal em investigar membros do Primeiro Comando da Capital, um notório grupo criminoso, em comparação ao da Corte Suprema.
A nota divulgada pela Unafisco Nacional reitera a defesa do devido processo legal e a presunção de inocência, destacando um episódio de 2019, no qual auditores fiscais que haviam sido afastados foram posteriormente reintegrados ao cargo. A entidade argumenta que suas manifestações públicas não representam uma tentativa de obstrução das investigações, mas sim consistem em um posicionamento institucional que busca defender princípios fundamentais.
Esse caso, que segue sob a relatoria de Alexandre de Moraes, não apenas intensifica a já existente tensão entre distintas esferas do Judiciário, mas também resgata um debate pertinente sobre os limites da crítica institucional. As suas repercussões vão além do episódio específico, atingindo diretamente as relações de poder e a confiança no sistema judiciário, especialmente quando envolve apurações delicadas que tocam a moralidade e a legitimidade de atos de autoridades que ocupam postos de alta relevância. Assim, o desfecho dessa investigação poderá ter desdobramentos significativos para a confiança pública nas instituições e para a dinâmica política no país.
