O depoimento está agendado para a próxima terça-feira, dia 23, às 15h, e será realizado presencialmente na própria casa de Bolsonaro. A escolha pela presença física foi feita em razão de restrições legais que inviabilizam o uso de tecnologias de comunicação à distância para esse tipo de oitiva. A situação se complica ainda mais pelo contexto em que a investigação se insere, dado o acirramento do cenário político brasileiro e as repercussões em relação à legalidade e à segurança.
O cerne da investigação gira em torno da apreensão de uma pistola Glock calibre 9mm, com um carregador sobressalente, registrada em nome do ex-presidente. O armamento foi encontrado em 15 de junho de 2026, e a Polícia Civil notificou a ocorrência no dia seguinte. A entidade instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias em que a arma estava guardada na residência do ex-mandatário e para investigar possíveis responsabilidades legais.
Na mesma decisão, o ministro Moraes exigiu que a defesa de Bolsonaro apresente, em um prazo de 48 horas, confirmações sobre a contratação de um profissional de saúde que o acompanhe durante a noite, uma exigência anterior do STF. Além disso, foram solicitados esclarecimentos sobre um acompanhante indicado pela defesa para auxiliar nos cuidados do ex-presidente. Essa autorização foi negada anteriormente devido à falta de comprovação de qualificação profissional na área de saúde da pessoa proposta.
Por último, Moraes também indagou se os agentes de segurança designados para acompanhar Bolsonaro por sua condição de ex-presidente permanecem na residência durante a noite, uma informação que poderá influenciar o entendimento sobre a segurança do ex-mandatário nesse período de prisão domiciliar. A irregularidade nestes procedimentos pode trazer consequências sérias para o ex-presidente e para a investigação em curso. O desenvolvimento dos próximos dias será crucial para elucidar a situação e suas implicações legais.





