A solicitação da Polícia Militar se baseou na avaliação de que o espaço inicial estabelecido não era eficaz para garantir a proteção exigida na situação. Em documento enviado ao Supremo, os policiais alertaram que o limite de 100 metros não conseguia conter a tecnologia dos drones modernos, que possuem capacidade para capturar imagens e informações de formas muito mais amplas. Essa vulnerabilidade poderia, segundo a PM, expor o ex-presidente a monitoramentos inadequados e a possíveis preparações para ações ilícitas.
O comandante do Batalhão de Aviação Operacional (Bavop) destacou que a preocupação com a segurança institucional exigia um aumento significativo do perímetro de proteção. Ele justificou a ampliação ressaltando que a efetividade das medidas de segurança deve estar em consonância com as tecnologias atuais, que exigem uma resposta proporcional aos riscos apresentados.
É importante ressaltar que, mesmo com a extensão do raio de restrição, a Polícia Militar enfatizou que essa medida não visa alterar a ordem já emitida por Moraes, mas sim aprimorar a estratégia técnica e operacional de proteção.
Conforme a decisão, o uso de drones nas proximidades da residência de Bolsonaro será severamente punido. Caso a Polícia Militar identifique o uso desses equipamentos na área restrita, deve proceder com a apreensão dos dispositivos e a detenção em flagrante de quem estiver operando os drones. A medida se alinha às ações de segurança que estão em vigor e que incluem também o monitoramento com tecnologia especial voltada para interceptação de drones não autorizados, que pode rastrear a origem e o operador em um raio de até cinco quilômetros.





