Segundo relatos, a interdição da via foi realizada com o uso de pneus e pedaços de madeira, dificultando a passagem de diversos tipos de veículos, incluindo carros, motos e ônibus. Imagens do local mostraram um trânsito congestionado, evidenciando a gravidade da situação enfrentada pelos moradores que buscam uma solução para um problema que afeta diariamente suas vidas.
Durante a manifestação, os habitantes exibiram cartazes que alertavam sobre a precariedade dos ônibus e exigiam uma fiscalização mais rigorosa por parte do Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT). Com um cenário caótico, os protestantes conseguiram a atenção das autoridades, levando à realização de negociações que, após certo tempo, resultaram na liberação da via.
Em resposta às reivindicações, o DMTT informou que, após um protesto anterior, foi realizada uma visita técnica na Rua Santa Amália, localizada no bairro São Jorge. O órgão reconheceu a inviabilidade de manobras de retorno dos ônibus naquela via, apontando que o espaço é estreito e poderia representar riscos tanto a pedestres quanto a outros veículos. Essa resposta, no entanto, parece não ter trazido alívio às preocupações dos moradores, que continuam a clamar por mudanças eficazes no sistema de transporte local.
A situação em São Jorge reflete um problema mais amplo enfrentado por muitas comunidades urbanas, onde o acesso ao transporte público de qualidade é muitas vezes negligenciado, afetando a mobilidade e a qualidade de vida dos cidadãos. O impasse continua, à medida que os moradores permanecem firmes em suas exigências, demonstrando que a luta por melhores serviços essenciais é uma batalha constante nas áreas urbanas.