Moradores do São Jorge bloqueiam Avenida Josefa de Melo em protesto por melhorias no transporte coletivo da região. Reivindicações incluem retorno de ônibus e melhores condições.

Na manhã desta sexta-feira, 29 de setembro, um grupo de moradores do bairro São Jorge, em Maceió, realizou um protesto significativo ao bloquear um trecho da Avenida Josefa de Melo. A manifestação, motivada pela insatisfação com a qualidade do transporte coletivo na região, atraiu a atenção de pedestres e motoristas. Os manifestantes pediam a reabertura da circulação dos ônibus no Conjunto Planalto, além de melhorias nas condições dos veículos que atualmente atendem a comunidade.

Segundo relatos, a interdição da via foi realizada com o uso de pneus e pedaços de madeira, dificultando a passagem de diversos tipos de veículos, incluindo carros, motos e ônibus. Imagens do local mostraram um trânsito congestionado, evidenciando a gravidade da situação enfrentada pelos moradores que buscam uma solução para um problema que afeta diariamente suas vidas.

Durante a manifestação, os habitantes exibiram cartazes que alertavam sobre a precariedade dos ônibus e exigiam uma fiscalização mais rigorosa por parte do Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT). Com um cenário caótico, os protestantes conseguiram a atenção das autoridades, levando à realização de negociações que, após certo tempo, resultaram na liberação da via.

Em resposta às reivindicações, o DMTT informou que, após um protesto anterior, foi realizada uma visita técnica na Rua Santa Amália, localizada no bairro São Jorge. O órgão reconheceu a inviabilidade de manobras de retorno dos ônibus naquela via, apontando que o espaço é estreito e poderia representar riscos tanto a pedestres quanto a outros veículos. Essa resposta, no entanto, parece não ter trazido alívio às preocupações dos moradores, que continuam a clamar por mudanças eficazes no sistema de transporte local.

A situação em São Jorge reflete um problema mais amplo enfrentado por muitas comunidades urbanas, onde o acesso ao transporte público de qualidade é muitas vezes negligenciado, afetando a mobilidade e a qualidade de vida dos cidadãos. O impasse continua, à medida que os moradores permanecem firmes em suas exigências, demonstrando que a luta por melhores serviços essenciais é uma batalha constante nas áreas urbanas.

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