Moradores do Guará vivem em pânico com ataques de matilha de cães soltos: “Estamos presos em casa”

Moradores do Guará Vivem Sob o Medo de Ataques de Cães Soltos

A volta para casa, geralmente um momento de conforto e sossego, transformou-se em um cenário aterrador para os moradores do Edifício Euzebio Pires Araújo II, localizado na QE 38 do Guará, no Distrito Federal. Desde novembro de 2022, a frustração e o receio dominam o cotidiano dos residentes, que enfrentam o problema de uma matilha de cães soltos pela rua, responsável por uma série de ataques a moradores e transeuntes.

Segundo o síndico do prédio, Israel Passos, pelo menos sete incidentes foram registrados nos últimos meses. As vítimas incluem não apenas os residentes, mas também entregadores e pessoas que transitam pelo local. Ele destaca a preocupação crescente entre os moradores, especialmente idosos e crianças, que não se sentem mais seguros realizando atividades simples, como caminhadas nas proximidades do edifício. Em suas palavras: “Estamos vivendo presos dentro da nossa própria casa”.

O temor se concretizou para a servidora de 70 anos, Zuila Maria Chaves, que sofreu um ataque enquanto passeava com seu cão de estimação, Romeu, da raça maltês. Em um momento de desespero, Zuila tentou proteger seu animal, mas acabou ferida. Romeu precisou de tratamento veterinário, enfrentando ferimentos que exigiram pontos, enquanto ela teve que buscar atendimento médico para suas próprias lesões.

Além dos traumas físicos, o impacto psicológico é evidente. Zuila relata que não se sente mais confortável em passear com Romeu nas imediações do edifício e agora é forçada a buscar outros locais para realizar essa atividade. “Hoje eu sou uma pessoa traumatizada com cachorro”, confessa, refletindo sobre a mudança drástica em sua rotina.

A situação é ainda mais alarmante quando se considera as potenciais consequências de mordidas de cães. A infectologista Lívia Pansera, presidente do Conselho Regional de Medicina do DF, alerta que as mordidas podem levar a infecções graves, podendo até resultar em complicações sérias, como a raiva.

Os esforços para lidar com a matilha têm sido frustrantes. O síndico informou que a responsabilidade pelos cães é atribuída a uma mulher que reside em uma casa próxima ao edifício, mas ela nega ser a tutora dos animais. Denúncias foram apresentadas, mas até o momento, nenhuma ação efetiva foi tomada pelas autoridades competentes, apesar de uma equipe de zoonoses ter se deslocado até o local sem obter uma solução satisfatória.

Por meio de contato com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, foi comunicado que o recolhimento de animais em situações de maus-tratos ou abandono não é atribuição da Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses (GVAZ). Uma equipe da Administração Regional do Guará avaliou a situação e identificou a mulher como responsável pelos cães, formalizando um pedido de apoio para que medidas adequadas sejam tomadas.

Diante desse cenário preocupante, a expectativa da comunidade é que as autoridades se mobilizem para garantir a segurança e o bem-estar de todos, devolvendo a tranquilidade ao cotidiano dos moradores de Guará.

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