Os participantes do ato relataram dificuldades financeiras para arcar com os altos valores das tarifas. As reclamações não se restringiram apenas ao preço, mas também à qualidade da água fornecida, que os moradores descreveram como inadequada para consumo. Aline, uma das residentes, mencionou que sua renda é de R$ 369, proveniente do Bolsa Família, e que o valor da conta de água é insustentável para seu orçamento.
A protesto, que atraiu a atenção da comunidade local, expôs a preocupação dos moradores com a saúde pública, uma vez que a água apresentada pelo fornecimento possui uma aparência gordurosa e sinais de impureza. Os manifestantes fizeram apelos para que a situação fosse fiscalizada rigorosamente e que medidas imediatas fossem adotadas pela administradora do abastecimento.
Os moradores mantiveram a mobilização ativa por várias horas, mesmo após a liberação parcial da via. Em relação às reivindicações, a Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL) informou ter recebido demandas sobre a qualidade da água nos condomínios da Avenida Jorge Montenegro de Barros e que a situação teria sido acompanhada de maneira constante. A empresa mencionou que uma equipe técnica seria enviada ao local para realizar coletas e análises adicionais da água.
Em resposta às queixas sobre as cobranças, a BRK destacou que avalia cada caso individualmente, e que os preços demandados estão de acordo com o contrato de concessão e a regulamentação aplicável, com base no consumo medido. A situação destaca a necessidade urgente de diálogo entre os moradores e as concessionárias, visando não apenas à melhoria dos serviços, mas também à garantia de condições adequadas de abastecimento e tarifação justa para a população.
