Diversos relatos indicam que o nível da água subiu rapidamente, encobrindo calçadas e dificultando a locomoção. “Foi em poucos minutos que a água tomou conta”, relata um morador que viu sua casa ser invadida. De acordo com ele, a situação não é novidade; sempre que há chuvas fortes, o problema se repete. Outro residente, Altemar, menciona que a situação agravou-se após alterações em um antigo sistema de drenagem, que parece não dar conta do volume de água. “Depois que mexeram no canal, a água não tem para onde ir”, afirma, frustrado com a falta de soluções.
Os danos são abrangentes: móveis e eletrodomésticos foram perdidos, incluindo geladeiras e guarda-roupas, e a estrutura das casas foi severamente comprometida. Flávio, outro afetado, expressa sua indignação: “É a segunda vez em menos de uma semana. Não conseguimos salvar quase nada”.
Para amenizar os impactos, equipes da BRK foram mobilizadas para realizar a retirada da água acumulada, utilizando caminhões de sucção. A ação trouxe algum alívio, com o nível da água começando a baixar gradativamente. No entanto, os moradores pedem intervenções estruturais permanentes que evitem esses episódios de alagamento, como medidas de drenagem mais eficazes.
Diante dos transtornos enfrentados pela comunidade, a demanda por soluções que previnam futuras inundações se torna cada vez mais urgente, reafirmando a necessidade de investimento em infraestrutura para a cidade. A sensação entre os moradores é de impotência e frustração diante de um problema que se agrava a cada chuva intensa.
