Moradores de Maceió chamam torneira comunitária de ‘milagre’ enquanto enfrentam crise de abastecimento e realizam manifestação por água

Moradores do Jacintinho Protestam por Água: Torneira Comunitária É Chamado de ‘Milagre’

Na última sexta-feira, o bairro Jacintinho, em Maceió, foi palco de uma manifestação emergencial, onde os moradores expressaram sua indignação frente à prolongada interrupção no abastecimento de água. A insatisfação é compreensível: segundo os relatos, muitos residentes já estão há mais de dez dias sem água nas torneiras, uma situação insustentável que gerou um clamor por providências imediatas.

Os manifestantes denunciaram a ineficiência da concessionária responsável pelo abastecimento, a BRK. Embora tenha havido a promessa de que a normalidade no fornecimento de água seria restaurada, os moradores afirmam que as expectativas não foram atendidas. “A BRK deu ontem a resposta dizendo que a água chegaria às 8h30 da noite e nada de chegar. Hoje de manhã eles vieram, olharam e disseram que estava tudo normal, mas não está tudo normal”, desabafou uma das representantes do grupo durante o protesto.

Equipados com baldes vazios e cartazes, os moradores expressaram sua revolta não apenas pela falta de água, mas também pelo recibo de contas elevadas, mesmo sem um fornecimento regular do serviço. Em meio a essa crise hídrica, uma torneira comunitária foi alçada ao status de “torneira do milagre”, sendo a única fonte de água acessível a uma parte da população local.

A situação se agravou com a interdição de um trecho da Ladeira do Óleo na quinta-feira à noite, onde os moradores utilizaram galhos e colchões queimados para bloquear a via. A Polícia Militar foi chamada para monitorar a situação e gerenciar o fluxo de veículos na área. As vozes de desespero estão permeadas por relatos pungentes, como o de Maria de Fátima, mãe de um jovem de 22 anos acamado, que alega que a falta de água tem complexo impacto em cuidados básicos de higiene: “Sem água, não consigo fazer a higienização adequada dele”, afirmou.

Idosos e crianças têm sido os mais afetados pela grave interrupção do abastecimento. Os residentes, cientes da importância de suas reivindicações, já marcam um novo protesto para a próxima segunda-feira caso não haja solução imediata: “Só vamos liberar quando a água chegar”, insistem os manifestantes, que continuam a se mobilizar em busca de uma solução para esse drama que já se prolonga por tempo demais.

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